Qual o papel do Detetive após descobrir um caso de traição?

Dentro de uma filosofia de vida, onde a família é algo a ser preservada a duras penas, se for o caso, entendo que o papel dos Detetives Particulares vai além de desvendar um caso de traição a seu cliente, há muito mais do que isso envolvido e quando há vidas que dependem uns dos outros e da união da família, entendo que se faz necessário participar e opinar em prol da família.

As pessoas, as vezes, andam por caminhos tortuosos provocando sofrimento em seus parceiros sem medir consequências. Já presenciei separações de casais, onde não foi avaliada as possibilidades de se reatar o casamento. É evidente que um caso de traição do cônjuge sempre traz muita decepção, tristeza e aborrecimentos a quem foi traído.

Devemos sempre considerar e alertar nossos clientes o quanto é importante o perdão e a possibilidade de recomeçar. Normalmente os casais que traem estão numa faixa de trinta a cinquenta anos de idade.

Nesta faixa, normalmente as famílias estão estruturadas, com filhos na vida do casal, as vezes, até netos já figuram no contexto. Nestas situações é importante levar uma palavra de alento e mostrar que a dissolução do casamento é uma opção que deve ser deixada como última alternativa a ser adotada.

Um Investigador deve se esforçar e fazer com que as pessoas dialoguem e discutem sim o ocorrido, mas não que isso seja o fim do relacionamento, pelo contrário pode ser o recomeço de uma nova vida.

casos de traição

Quero citar um caso de traição que atuei no passado, onde uma jovem esposa após descobrir a vida dupla do marido, decidiu sair de casa e retornar a casa de seus familiares. Na época esforcei-me muito em tentar convencer que o melhor era oportunizar ao esposo e a ela uma nova chance de recomeçar.

Num primeiro momento a esposa me ouviu, mas disse que nada a faria mudar de ideia. Parecia estar bem decidida, no entanto, fiz minha obrigação em tentar mudar os fatos que estavam desenhados.

Algum tempo depois soube que o casal retomou seu compromisso e para minha surpresa retomaram seu amor e logo após, duas filhas nasceram desse relacionamento. É lógico, não sei se eu tive peso na decisão do casal, mas fiz minha parte em aconselhar e mostrar que era possível perdoar, respeitar e renovar o compromisso.

Observei e ao ver o casal junto era evidente que se tratava de um casal apaixonado um pelo outro. Amores assim devem se manter sempre e o que passou, passou, uma nova vida pode se estabelecer e com lindos frutos.

Este caso reflete bem nosso dia a dia como profissionais de investigação. Sempre vale a pena tentar ajudar os outros, levar uma palavra de fé, de carinho, de perdão, e se em alguns casos isso tenha dado efeito positivo, ganhamos nossa jornada e cumprimos com nossa missão de sermos elo entre as pessoas e não destruidores de casamentos como alguns pensam.

Lamentável que alguns assim pensam, mas eu em particular, tenho consciência tranquila, pois além de exercer este papel de orientar casais, oriento a alunos para seguirem o mesmo caminho a agirem desta forma também.

Próximo artigo: http://descobriratraicao.com.br/curiosidades-na-traicao/

 

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